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  • O psicológico da falta de desejo sexual do homem por Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.  - Imagem 1

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Estatísticas sobre desejo sexual, em especial masculino, é muito difícil de ser estabelecido em termos populacionais. Se desejássemos ter estes números seria necessário efetuar uma investigação técnica que utilizasse avaliações psicológicas e sexológicas, cada uma levando ao menos duas ou três horas...

  Em nossa clínica tivemos uma estatística que mostrava o seguinte quadro:

- 27% de todos os pacientes homens tem inibições do desejo sexual, mas apenas 60% dos pacientes tem como  queixa principal a disfunção de desejo

- com idade de 30 a 49 anos, e idade média de 39 anos

- 59% são casados.

Estes pacientes acreditam que sua dificuldade com o desejo se deve aos seguintes fatores: 

 - problema psicológicos - 53%,

 - problemas conjugais - 19%

 - trabalho - 13%.

 - ansiedade – 44%

 - depressão – 7%

 - masturbação – 52%

 

Em nossa cultura o homem não reconhece facilmente ter um problema de inibição ou diminuição de desejo sexual. Sempre será mais viável que ele perceba uma falta de desejo sexual quando estiver totalmente abúlico para o sexo, mas não graus de diminuição que existam e tenham reflexo no funcionamento erétil, o qual, este sim, será notado e nomeado enquanto problema.

 O homem percebe a falta da ereção e não a diminuição do desejo sexual.

 O pressuposto de que o desejo sexual é natural implica em não o considerar sob necessidade de elaboração de esforços. Portanto, ele “sempre existe” será uma auto-explicação e não permitirá a percepção de que o problema erétil seja devido a baixa de desejo sexual. Em outra amostra, há alguns anos, tivemos que 45% dos homens com dificuldade erétil tinham, concomitantemente, diminuição do desejo sexual.

  Homens mais jovens não percebem a falta do desejo, pois outros fatores são envolvidos nesta questão.

O desejo sexual se dirige a três formas objetais:

- a si mesmo – autoerotização, masturbação, 

- à parceria ou parceiro sexual – esposa/namorada/amante

- ao geral – desejo sexual inespecífico e que segue regras sociais e raramente conduz ao relacionamento coital com a pessoa definida por este desejo.

  Estes fatores já conduzem a algumas conclusões. A primeira é que o desejo por masturbar-se não conduz a sexo a dois, e portanto também não impede o sexo a dois. Perceber o desejo sexual inespecífico não implica em que sentiremos desejo de coito com a parceria sexual. O desejo sexual pela parceria sexual é apenas uma das expressões do desejo, e que pode ser estimulado pelas outras formas do desejo sexual, mas exige esta forma específica par conduzir ao ato sexual, independentemente dos dois outros fatores complementares.

 Isto explica porque os jovens não percebem que podem ter inibições do desejo sexual. Um fator confirmador disto é o fato de que jovens e solteiros mantém frequência coital abaixo dos casados e mais maduros!

 Os mais maduros reconhecem a inibição do desejo sexual com a parceria e o consideram um problema. Assim aparecem mais homens de idade maior sendo diagnosticados com estas dificuldades.

Uma atenção importante sobre fatores comportamentais que se associem com as dificuldades comportamentais é estas são expressões de um indivíduo que apresenta tendências e organizações mentais que conduzem para estas expressões, diferenciando-o dos demais na mesma situação. Portanto existirão vários tipos de personalidade que produzem várias intersecções com cada circunstância externa (ainda sem se referir às internas)

- Paternidade: o fato de se tornar pai pode influenciar? Por quê? Que dicas podemos dar para que essa responsabilidade não pese na libido? 

Se este indivíduo considerar que o sexo tem a finalidade de torna-lo pai, já na gravidez da parceria o desejo sexual diminuirá, pois perdeu a função que o definia.

 Se a razão para a diminuição do desejo for definida por uma responsabilidade que este homem sinta ao ser pai, será necessário que ele se compreenda em como este mecanismo de desvio do desejo sexual ocorre, substituindo a motivação para fazer sexo pelo cuidado com o rebento. Uma parte inicial que todo homem pode cuidar é de compreender o que significa ser pai e o que significa para ele esta responsabilidade. Isto por si não produzirá a volta do desejo, mas é o começo de um caminho que pode implicar em refazer o caminho de como sentir desejo novamente. Ele está dando ordens mentais erradas e desenvolver a percepção de como são definidas estas ordens mentais, assumindo o controle e substituindo as atuais ordens por outras que se encaixem adequadamente é um trabalho de várias semanas ou meses.

 

- Vício por pornografia – 

Existem casos de pessoas que vivem excitadas vendo vídeos na Internet, filmes pornôs, mas que não tem apetite na hora de transar no mundo real. Por que isso acontece e o que fazer nesse caso? 

Se houver um vício de pornografia temos um caso muito mais sérios e não serão algumas palavras que solucionarão o problema. O vício implica em um sintoma de um distúrbio mais intenso e que raramente este homem reconhecerá como um problema, e ainda noa dirá que está bem e que sente prazer e que está satisfeito. Quando este comportamento impulsivo descontrolado trouxer problemas secundários: perda de trabalho, família, relacionamento afetivo, ele procurará tratamento, e será tarde para recuperar algumas coisas, mas a tempo de salvar-se e desenvolver uma vida que dure mais tempo do que ele viveria neste ostracismo.

De toda maneira, se compreendemos que existe uma forma de desejo sexual que se adequa aqui, o desejo por sim mesmo que conduz à auto-erotização e à masturbação, já temos a explicação e se esta é uma preferência, nada há que se possa fazer.

 A princípio os homens procuram outros estímulos por crerem que esta determinada pessoa não os preenche. Isto se baseia numa forma de pensar, numa compreensão de mundo e do que planejou para seu futuro.


- Tédio –

O fato do “muito do apetite” do homem “desaparecer” ao “tédio”? 

 O tédio é uma explicação inadequada e uma falta de compreensão de como o corpo ou o desejo sexual funcionam. Explicar-se de que está entediado, enfastiado com a “rotina” sexual é uma forma de livrar-se do mal que existe em si mesmo. Este homem está num momento em que não se percebe hábil de administrar o desejo e o relacionamento interpessoal, e colocar a responsabilidade no outro, ou neste tédio existente pela falta do outro em desenvolver mais estímulos sexuais é uma fuga da realidade.

Nenhum homem será capaz de estimular a parceira para que ela seja mais sexy, exceto se esta mulher for manipulável, necessitar de condução de atitudes e comportamento. Se for uma mulher autônoma este homem não será capaz de conduzi-la a ser sexy, ela não será determinada pelo mundo externo.

 

- Estresse –

O estresse é o exercício da capacidade máxima em estar alerta para solucionar problemas. Estar estressado é importante para trabalhar e manter em ordem os resultados em cada atividade profissional. A incapacidade de um homem em separar horários de trabalho dos horários de atividades de lazer, família, conjugal, sexual, hobby, atividades físicas, produzirá inibição do desejo sexual assim como afastamento familiar e social, facilitará doenças e eliminará outras formas de prazer da vida futura.

Se este homem mantiver a concepção de que o trabalho é o principal e por ser principal abrangerá mais tempo e mais espaço em sua vida, e se considerar o sexo como um evento não prioritário, produzirá inibição do desejo sexual. Este homem precisa compreender como administra sua mente antes de colocar culpas no mundo externo ou seu funcionamento físico.

 

Inadequação ou medo do desempenho sexual –

Estresse, responsabilidade com paternidade, tédio, ansiedade ou depressão são aspectos e fatores psicológicos. Se este homem, frente a solução necessária de problemas responde com ansiedade além da necessária para mobilizar-se para resolver estes problemas, teremos um excesso de ansiedade que atrapalhará fisiologicamente o desempenho sexual.

Em nenhum dos casos bastará dizer a este homem que “relaxe”, ou “tire férias”, “gaste energia” de algum modo... ele não ouvirá, e nem tem como fazê-lo, pois está se destinando a outros objetivos e não compreende que estas ideais se acoplem a suas necessidades. Compreender-se, aprender como funciona é muito importante e será o caminho dele mudar, e aprender a administrar a ansiedade. Por isso um ansiolítico, um remédio não funciona e se sabe disso há muitas décadas...

 

Baixa autoestima – 

                A maneira através da qual um homem se compreende, a auto-identidade, é muito importante para todas as ações que ele empreenda. A auto-imagem produzirá um espelho que lhe diz se será ou não capaz de executar determinadas funções. É a auto-eficácia. Este mecanismo influencia circularmente a auto-percepção e isto conduz ao que se chama de autoestima. Se este homem se considera negativo, inadequado, deverá produzir ações que confirmem este perceber-se, assim ele demonstra que não se gosta: portanto, baixa autoestima.

                O desejo sexual produz expressões sexuais que conduzem ao prazer. Sentir prazer implica em gostar-se, portanto, se não nos gostamos devemos eliminar as condições que nos conduzem ao prazer.

                Não basta executar atividades externas para melhorar autoestima. Veja um exemplo de quem assim justifica ao procurar uma cirurgia plástica. Uma boa parte vai atrás de uma segunda, terceira, quarta... e há quem tenha passado de 30... ou mais... o que é externo pode ser para alguns tipos de homens, e não servirá par muitos que procuram estas atividades fora. 

                Melhorar o que se denomina de autoestima implica em conhecer-se, compreender o mundo ao redor e ter noção de que precisa elaborar um plano de vida que dirija as modificações que deve executar para sair da situação problema. Será necessário mais do que alguns conselhos...

 

Traumas no relacionamento

As situações chamadas de traumáticas podem ser de grande importância na vida de uma pessoa ou casal, e pode marcar a vida sexual destas pessoas, mas dificilmente serão as únicas responsáveis por dificuldades que continuem. A outra parte implica na pessoa já constituída e de como administra as dificuldades que surgem. A falta de capacidade em administrar ansiedades, crises, traumas, produzirá mais problemas. O desenvolvimento de capacidades e estratégias coerentes e adequadas para enfrentar problemas será a solução. Além da psicoterapia como estratégia de solução destes mecanismos inadequados, se não forem causados por perturbações de personalidade, as instituições religiosas podem ser alternativas se estiverem de acordo com os padrões morais de cada pessoa. Ao se adequarem ao padrão moral pessoal, o contexto religioso permitirá que se desenvolvam algumas estratégias limitadas por este contexto, mas que adequados neste caso, ajudará a transpor as dificuldades.

 

Sentimentos negativos (tristeza, medo, culpa, raiva e mágoas)

Existem emoções e sentimentos negativos que em si já interferem com o funcionamento sexual e com a busca e obtenção de prazer (sexual ou não). Tristeza é uma destas emoções, que ao se associar a conteúdos e processos de pensamento tornam-se depressão. Medos são formas fisiológicas mais intensas de ansiedade e atrapalharão o desempenho sexual de homens e mulheres em todos os momentos.

Sentimentos mais elaborados e que condigam a personalidades destrutivas serão sempre empecilho para o desempenho sexual. Guardar mágoa é ruim para quem sente, mas algumas pessoas se justificam ser assim, e assim vivem... e não atingirão o bem estar e a saúde sexual.

O sentimento de culpa desvia a atenção e contém pensamentos contra si mesmo que não facilita o controle das emoções de forma a facilitar o desempenho sexual.

É possível fazer sexo e ter desempenho sexual com raiva e ódio, mas não a continuidade de uma relacionamento a dois que permita a repetição das atividades sexuais satisfatórias.

Enfim, as formas de estabelecimento do relacionamento do casal influenciam em muito o desejo sexual tanto masculino quanto feminino.

O desenvolvimento sexual deste homem e o papel que a vida sexual exerce no geral deste homem serão fatores psicológicos/comportamentais de relevância.

Algumas características de personalidade que conduzam a reagir a problemas com ansiedade ou depressão são causas determinantes de problemas sexuais e são percebidas como sem controle pelo indivíduo, por serem características associadas à própria identidade pessoal.

Uma características de personalidade muito importante que atrapalha a vida sexual é que se traduz por preocupações importantes e frequentes sobre o funcionamento do próprio corpo.

Cuidar dos aspectos psicológicos é fundamental, mas poucos se apercebem disso, e vivem se “explicando”, ao invés de viverem...

 


CURRÍCULO DO ESPECIALISTA:
Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr
Psicólogo (CRP06/20610); psicoterapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade (www.inpasex.com.br); editor da revista Terapia Sexual; autor do livro “Ejaculação precoce” (Iglu Ed., 2010); email oswrod@uol.com.br 

 


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