Como decidir o tratamento do câncer de próstata? por Fábio Leme Ortega - BabyBoomers Brasil


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Como decidir o tratamento do cancer de próstata é uma preocupação para muitos homens nos dias atuais. Estima-se que 16 % dos homens (aproximadamente 1 em cada 6 homens) terão esse diagnóstico ao longo de suas vidas. A boa notícia é que a doença está sendo diagnosticada cada vez mais precocemente e isso somado aos avanços da medicina tem como resultado tratamentos com maior taxa de cura e menores efeitos adversos.

1) Quais são as variáveis importantes para definição do tratamento do Câncer de próstata?

As principais variáveis para a definição do tratamento são:
Características da doença (extensão da doença e agressividade do tumor)
Características do paciente /Condição clínica do paciente (idade, comorbidades, expectativa de vida)
Características dos tratamentos: chances de cura, efeitos adversos, tratamento dos efeitos adversos se existirem, efeitos psicológicos e custos de cada tratamento.

2) O tratamento varia com a extensão da doença. Como sei a extensão da doença?
Entender a extensão da doença (Estadiamento) é o passo seguinte ao diagnóstico.
O objetivo do estadiamento é entender se o tumor está confinado a próstata e se existe alguma possibilidade de haver disseminação tumoral para outras partes, no caso da próstata principalmente para linfonodos pélvicos e para os ossos.

Ao final desse estadiamento devemos classificar a doença em 3 situações de acordo com a extensão da doença:

tumor localizado (confinado a próstata e sem metastases)
tumor localmente avançado (tumor cresceu além dos limites da capsula prostática e sem metástases)
tumor avançado (tumor com metástases“espalhado”)

3) O tratamento varia de acordo com a agressividade da doença. Como sei essa agressividade?
O principal parâmetro da agressividade da doença é dado pelo resultado do Gleason da biópsia (Classificação do tumor descrita na Biópsia)

O Gleason total é a soma de dois números e varia de 2 a 10

Gleason < ou = 6 baixo grau
Gleason = 7 grau intermediário
Gleason > ou = 8 alto grau

Com essa informação do Gleason, Toque retal, PSA classifica-se o Tumor de acordo com Risco de Recorrência (Classificação de D’Amico):

Baixo risco: tumor confinado a próstata e PSA < 10 ng/mL e Gleason < ou = 6
Risco Intermediário: Gleason = 7, PSA > 10ng/mL e menor que 20 ng/mL
Alto risco: suspeita de tumor fora dos limites da próstata, PSA > 20 ng/mL e Gleason =8 ou > 8

Ao final dessa avaliação o seu médico deve estar apto a caracterizar a doença quanto a extensão (tumor localizado, localmente avançado, avançado) e quanto ao risco (baixo risco, risco intermediário e alto risco)

4) Por que é importante a condição clínica do paciente na decisão do tratamento?

A condição clínica do paciente deve ser levada em consideração por duas razões:

expectativa de vida vs características da doença:
Nos pacientes com idade avançada e/ou muitas comorbidades graves (doenças preexistentes)
em que a expectativa de vida provável seja inferior a 10 anos evita-se tratamentos muito agressivos que podem ter efeitos adversos e piorar a qualidade de vida. A esses paciente normalmente é sugerido tratamento com Vigilância Ativa se indicado (vide tratamentos) ou tratamentos menos invasivos.

condição clínica ruim – risco do tratamento vs benefício do tratamento

Para pacientes com condições clínicas ruins o risco do tratamento (cirurgia por exemplo) e possibilidade de piores efeitos adversos é aumentado por isso a esse grupo de pacientes é sugerido vigilância ativa ou tratamentos menos invasivos.

5) Quais são as opções de tratamento?

1 - Vigilância Ativa
2 - Cirurgia – Prostatectomia Radical (Aberta/ Videolparoscópica e Robótica)
3 - Radioterapia – Externa e Braquiterapia
4 - Terapia focal – Crioterapia e HIFU
5 - Hormonioterapia (tratamento não curativo)
6 - Quimioterapia (apenas para casos avançados e refratários a Hormonioterapia)

6) Tenho Câncer de próstata localizado (fase inicial). Quais são as principais opções de tratamento para o meu caso?
Paciente com condição clínica boa e expectativa de vida maior que 10 anos

Baixo risco
Cirurgia
Radioterapia Externa
Vigilância Ativa
Braquiterapia
Hormonioterapia

Risco Intermetiário
Cirurgia
Radioterapia Externa
Hormonioterapia

Alto Risco
Cirurgia
Radioterapia Externa
Hormonioterapia

Para pacientes com expectativa menor de 10 anos ou presença de múltiplas comorbidades graves (doenças preexistentes) os principais tratamentos são:
Vigilância ativa
Hormonioterapia

7) Tenho Câncer de próstata localmente avançado (tumor “saindo“ da próstata). Quais são as principais opções de tratamento?
Cirurgia
Radioterapia Externa com ou sem Hormonioterapia
Hormonioterapia Isolada

8) Tenho Câncer de Próstata avançado (metástases). Quais são as principais opções de tratamento?
Hormonioterapia
Quimioterapia (Apenas nos casos de insucesso da Hormonioterapia)

9) Para o meu caso existem várias opções de tratamento. O que devo fazer para escolher?
O paciente deve se informar sobre todas as formas de tratamento indicadas para o seu caso, vantagens, desvantagens, custo ($), tempo para retornar as atividades habituais e efeitos psicológicos envolvidos.

Sugiro aos pacientes lerem textos informativos, discutir com seu médico e considerar procurar outro medico para uma Segunda opinião.

10) O que é Segunda opinião ?
Muitos pacientes não procuram uma segunda opinião por acharem que o medico ficará ofendido. Nos dias atuais isso não é mais verdade, a maioria dos médicos entendem que essa decisão é difícil e estimulam uma segunda opinião quando acreditam que isso pode trazer mais segurança e conforto no processo de decisão do paciente.

Em caso de dúvida entre em contato com os medicos do Instituto Abathon Medicina e Saúde.

CURRÍCULO DO ESPECIALISTA:

Fábio Leme Ortega médico especialista em Urologia

Fábio Leme Ortega

Urologia

Graduação: Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)
Residência Cirurgia Geral Hospital das Clinicas da FMUSP
Residência de Urologia no Hospital das Clinicas da FMUSP
Fellow clínico em Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica - Institut Mutualiste Montsouris - Paris- França
Fellow research em Cirurgia Robótica: Global Robotics Institute - Flórida Hospital Celebration Health - Estados Unidos
Médico da Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da FMUSP
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia
Membro da Sociedade Brasileira de Urologia
Membro da European Urology Association


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