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Visualizando- Viver por Ana Sardinha

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Nascemos aprendendo. Fato é que aprendemos indiferente do grau de inteligência ou da quantidade de valores materiais que possuímos, aprender é uma capacidade natural mas que pode ser também ser adquirida.

Aprender a falar, a ler, a escrever, a amar, enfim ao longo da vida aprendemos muitas coisas. Certa vez ouvi no consultório, alguém dizendo: “Aprendi a odiá-lo!

Ela claro estava se referindo a um sentimento que permitia que o outro (ex namorado), se mantivesse afastado até que ela própria conseguisse encontrar dentro de si, outro sentimento que permitiria que aquele homem não mais fizesse com ela aquilo que ela sim permitia.

Um pouco confuso não é? Começamos de novo então. Fomos aprendendo a amar socialmente e historicamente, desde os primórdios do Cristianismo ouvimos: “Ame a Deus e ao próximo como a si mesmo”, ou: Quando alguém lhe bater, ofereça a outra face

Talvez não tenhamos ouvido direito a frase ou a maneira que o meio ambiente permitiu fez com que só tenhamos feito a lição pela metade.

Porque será então que amar ao outro ou oferecer a outra face seja mais fácil do que aprender a amar a si mesmo?

Porque a maioria dos relacionamentos são pautados em um sentimento que permite se colocar de lado em busca da satisfação do outro?

O que aquela mulher estava tentando dizer com as palavras eu aprendi a odiá-lo?

Aprender a si amar e a se respeitar envolve questões mais profundas e sociais que imaginamos. Dizer ao mundo o quanto nos amamos pode ser entendido como uma maneira egoísta e tirânica por aqueles que ainda não entenderam a frase bíblica.
A nossa voz interior diz: Cuide-se! Ouça essa voz, não deixe para depois, não espere que o mundo o ame, nem que o seu parceiro ame você o suficiente para dois. Essa responsabilidade é sua.

A relação a dois deve ser vivida sem sobrecarga, sem que o outro tenha que carregar em si a responsabilidade por nossa vida. Deve ser algo como um complemento, onde os dois semeam e colhem de maneira igual, nem mais, nem menos para ambos.

Talvez o que aquela mulher precisava dizer é, Eu aprendi a me amar, de forma que não permito que ninguém mais me ponha de lado ou me faça sofrer. Porque entendi que devo isso a mim mesma e que a única pessoa capaz de me colocar para baixo sou eu.

A boa notícia para aquela mulher e para tantas outras pessoas é: Estamos vivos e assim temos a oportunidade de acordar e começar novamente.

Bons sonhos a todos!

Curriculo da especialista:

Ana Sardinha

São Paulo, SP, Brazil

Psicóloga clínica Psicanalista, trabalho principalmente com questões referente ao processo de luto e morte, divórcios, comportamentos compulsivos e depressões entre outros problemas e doênças emocionais. Sou especialista em Psicopatologia pela USP e Acompanhamento Terapêutico. Atualmente sou psicologa do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) onde atuo no ambulatório dos transtornos de personalidade. Atendo em consultório particular na região da Av. Paulista. prox ao metrô Paraiso Fone:(11)4119-5230/(11)8135-9533 email: arfsardinha@hotmail.com - Atendimentos: adolescentes e adultos


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